TAMAGOCHE MODERNO Ansiedade,   insônia,   perturbações   psicomotoras,   irritabilidade,      agressividade,   taquicardia   são   alguns   dos   sintomas   de   uma pessoa dependente virtual. Neste   mundo   onde   a   tecnologia   é   venerada,   não   é   difícil   encontrar   pessoas   que   deveriam   passar   por   um   processo   de "detox virtual". Nomofobia   é   o   nome   dado   ao   vício   do   celular.   São   pessoas   que   chegaram   a   um   estágio   que   não   conseguem   ficar   por   10 minutos   sequer,   sem   usar   o   telefone.    São   capazes   de   qualquer   coisa   para   manter-se   conectada   e   quando   se   vê   forçada   a ficar longe da internet, tem impulsos agressivos e inventam diversas desculpas para manter-se conectada. Outro   dia   conversava   como   uma   pessoa,   bem   próxima,   que   disse   como   se   fosse   algo   "normal",   fazer   parte   de   11   grupos   no Whatsapp. Fiquei estupefada e confessei que não dou conta. Não dou mesmo e não me envergonho disso. Se   a   pessoa   trabalha,   é   mãe   e   tem   várias   atribuições   diárias,   não   dá   para   ter   11   grupos,   mas   se   tem   é   porque   alguma   coisa fica por fazer? Arrisco dizer que é o autocuidado, mas enfim, sigamos. Lembro-me   que   na   minha   infância,   havia   um   animal   de   estimação   virtual,   o   Tamagoche,   que   deveria   ser   cuidado   e alimentado por seu dono. Hoje   a   humanidade   segue   o   caminho   inverso.   Ao   invés   de   usarmos   a   internet,   somos   usados   por   ela.   Agimos   como   se nossa vida dependesse do alimento virtual para viver.  "Será a sociedade moderna constituida por Tamagoche?" Particularmente   eu   não   gostava   desse   brinquedo.   Com   exceção   do   brigadeiro,   sempre   evitei   coisas   que   me   causasse dependência, mas a situação está preocupante mesmo. Pessoas   dirigem   seus   carros   enquanto   enviam   mensagens   no   celular,   mães   esquecem   de   alimentar-se   para   ficar   rindo das   mensagens   que   recebem   no   telefone,   queimam   alimentos,   deixam   de   tomar   banho,   deixam   de   olhar   nos   olhos   dos outros para olhar para a tela fria de um telefone e até esquecem seus filhos na escola. Onde vamos parar? Será que você é um dependente tecnológico? Quantas   vezes   durante   os   últimos   5   dias,   você   dormiu   tarde   e   ainda   acordou   de   madrugada   para   usar   o   celular   como   se fosse um dos personagens do 'The Walking Dead'? Vai esperar a situação se agravar mais ainda a ponto de precisar tomar ansiolíticos? Saúde mental é coisa séria! Assim   como   a   dependência   de   entorpecentes,   a   dependência   tecnológica   é   um   grave   sinal   de   desordem   mental.   Pense nisso! Ao persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado.
Ana Helena A. de Souza Psicóloga e Coach CRP 05 / 39678 www.cuidarsemsedescuidar.blogspot.com.br

TAMAGOCHE MODERNO

Informativo Saúde Emocional
Ansiedade,   insônia,   perturbações   psicomotoras,   irritabilidade,     agressividade,   taquicardia   são   alguns   dos   sintomas   de   uma pessoa dependente virtual. Neste    mundo    onde    a    tecnologia    é    venerada,    não    é    difícil encontrar   pessoas   que   deveriam   passar   por   um   processo   de "detox virtual". Nomofobia   é   o   nome   dado   ao   vício   do   celular.   São   pessoas que   chegaram   a   um   estágio   que   não   conseguem   ficar   por   10 minutos     sequer,     sem     usar     o     telefone.      São     capazes     de qualquer    coisa    para    manter-se    conectada    e    quando    se    forçada   a   ficar   longe   da   internet,   tem   impulsos   agressivos   e inventam diversas desculpas para manter-se conectada. Outro   dia   conversava   como   uma   pessoa,   bem   próxima,   que disse   como   se   fosse   algo   "normal",   fazer   parte   de   11   grupos   no Whatsapp.   Fiquei   estupefada   e   confessei   que   não   dou   conta. Não dou mesmo e não me envergonho disso. Se   a   pessoa   trabalha,   é   mãe   e   tem   várias   atribuições   diárias, não   dá   para   ter   11   grupos,   mas   se   tem   é   porque   alguma   coisa fica por fazer? Arrisco dizer que é o autocuidado, mas enfim, sigamos. Lembro-me    que    na    minha    infância,    havia    um    animal    de estimação   virtual,   o   Tamagoche,   que   deveria   ser   cuidado   e alimentado por seu dono. Hoje    a    humanidade    segue    o    caminho    inverso.    Ao    invés    de usarmos   a   internet,   somos   usados   por   ela.   Agimos   como   se nossa vida dependesse do alimento virtual para viver.  "Será a sociedade moderna constituida por Tamagoche?" Particularmente     eu     não     gostava     desse     brinquedo.     Com exceção   do   brigadeiro,   sempre   evitei   coisas   que   me   causasse dependência, mas a situação está preocupante mesmo. Pessoas   dirigem   seus   carros   enquanto   enviam   mensagens   no celular,   mães   esquecem   de   alimentar-se   para   ficar   rindo   das mensagens    que    recebem    no    telefone,    queimam    alimentos, deixam   de   tomar   banho,   deixam   de   olhar   nos   olhos   dos   outros para   olhar   para   a   tela   fria   de   um   telefone   e   até   esquecem   seus filhos na escola. Onde vamos parar? Será que você é um dependente tecnológico? Quantas   vezes   durante   os   últimos   5   dias,   você   dormiu   tarde   e ainda    acordou    de    madrugada    para    usar    o    celular    como    se fosse um dos personagens do 'The Walking Dead'? Vai    esperar    a    situação    se    agravar    mais    ainda    a    ponto    de precisar tomar ansiolíticos? Saúde mental é coisa séria! Assim   como   a   dependência   de   entorpecentes,   a   dependência tecnológica    é    um    grave    sinal    de    desordem    mental.    Pense nisso! Ao persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado.
Ana Helena A. de Souza Psicóloga e Coach CRP 05 / 39678 www.cuidarsemsedescuidar.blogspot.com.br